Piora Primária por excesso de potência homeopática

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Esta exposição do caso clinico de um paciente com Doença de Parkinson é um dos 36 capítulos do livro Doenças Neurológicas e Organoterapia, onde 36 erros são exibidos com a correção dos mesmos, quando possível.  Neste capítulo 7, o caso escolhido mostra:

-As vantagens da avaliação evolutiva quantitativa dos sintomas de zero a 4, complementando a qualitativa da anamnese, com tabela e gráfico.

-identificar a piora dos sintomas, antes que seja visível para o paciente, apesar de originada em suas próprias avaliações de zero a 4.

-conhecimento mais preciso NO tempo, do efeito de cada medicamento e potência prescritas.

-conhecimento do momento exato da piora clinica, pelo excesso de potência, muitas vezes só identificada de forma antecipada, na avaliação quantitativa da média dos sintomas emocionais/físicos.

-momento exato para interferir na correção de uma potência alta, se a piora tiver ocorrido antes do abandono do tratamento pelo paciente.

-possibilidade de confirmação da hipótese de piora clinica pelo aumento indevido da potência pela proximidade causal na linha de tempo nas médias dos sintomas piorados.

Uma das 41 medidas tomadas pelo médico para evitar pioras, constando no protocolo de atendimento é evitar o aumento de potências dos medicamentos acima da demandada pela doença do paciente, causando doença medicinal.

È um procedimento permitido apenas pela avaliação quantitativa da evolução dos sintomas.

Livro : Doenças Neurológicas e Organoterapia.

Capitulo 7- Melhora dos sintomas de Parkinson (estágio V) apesar da interrupção da melhora devido ao aumento da potência acima da necessária

Historia Clinica

Paciente do sexo masculino, Comerciante, divorciado. Residente em Pedro Leopoldo, nascido em 18/09/1945.

Iniciou tratamento alopático de Parkinson em Pedro Leopoldo no ano de 2011 e depois há 6 meses com Dr. Francisco Cardoso no Hospital das Clinicas com doses crescentes de Sifrol (Pramipexole 0,25- 9 comp por dia, uso contínuo). Está piorando e achando que são muitos medicamentos.

Paciente virá depois com a filha. Dificuldade com respostas e auto avaliação.Franco, irrita se contrariado, se magoado, se repreendido, briga, reclama, não é agressivo, despachado, resolvido, independente, cheio de iniciativas, tímido para falar em publico, mas não fala, mais ou menos calmo e quieto, mais isolado, fala se magoado, com a filha, com estranhos também fala, fala calmo, pior defeito, remoer, qualidade, independente, é justo, se injustiçado, fala, reclama, se perde alguém por morte, supera fácil, após separação da mulher se isolou e não procurou outra pessoa. A filha sabe que ele sofreu muito a perda dela , de ficar ao lado dele, mais que da mulher. Hoje vive com ele, antes, com a mãe.

Mole para fazer algumas coisas por falta de habilidade, quando quer algo é impaciente, quer que todos parem para fazem. Muita atividade física, caminha, corre, não empresta caneta, mas resolve problemas para as pessoas mesmo que custe fisicamente.

Mão fechada. Ansioso se realiza um projeto e está demorando , se está acompanhando uma construção como empreendedor, tem construção própria para ele. Era agricultor por conta própria, terra média. Era muito exposto a agrotóxicos. Bem sensível a coisas do ambiente: algum problema técnico ou afetivo, enquanto não resolve não fica tranquilo. É também muito generoso, com comida para receber as pessoas. Ciumento, fica calado ou demonstra, até de namorado da filha, reclama.

Se outra pessoa sofre injustiça, já ajudou muito, pessoa que tinha amizade, muitas vezes não reconhecem que ele os ajudou. Decepcionou e perdoou. Retraiu da pessoa. Com a filha, se está com algum problema na faculdade, acha que ela deve dar um jeito sozinha, mesmo se for injustiçado. Já aconteceu.

Sente por separação afetiva da filha quando ela vai para casa da mãe. Filha já perguntou por que não se relaciona de novo, já tentou uma vez mas disse que não iria tentar mais. Muito preocupado com o que os outros vão pensar, acha que tem de ser forte, sozinho, independente. Calorento, não sua muito, verão tem sede, dorme mal , acorda às 4 horas e não dorme mais, deita s 21 horas , dorme e acorda varias vezes durante a noite. Quando acorda, sem amolação , dorme logo.

Briga se já falou e a pessoa não aceitou. Já foi explosivo se contrariado. Obstinado, vai pedindo até a pessoa fazer.

Se não faz na hora o que o pai pede ele é paciente. Mas para vir com ele na consulta e ela não podia , ficou impaciente, teve discussõezinhas, 10 min ou menos cada vez. Nega sintomas de cálc. phosphorica na infância. Muito desorganizado. Não é perfeccionista. Já teve muitas palavras agressivas.

Ansiedade:

É muito inteligente.Filha é estudante de agronomia. Pai tem muitos conhecimentos gerais mas acha que é médio criativo.

26 04 2012=Tomografia computadorizada do crânio = Impressão: Normal

Diagnostico: D. PARKINSON -, NUX VOMICA –

Instrumentos de medida

  1. Tabela – Ficha evolutiva da média dos sintomas
MUITO INTENSO: 3 – MÉDIO INTENSO: 2 – POUCO INTENSO: 1 – SEM SINTOMAS: 0
 Datas20132014
Reações 15/914/1215/21/34/8
Tremores ou repuxões antes do uso do Prolopa3,02,02,53,02,0
Dor e rigidez na nuca ao andar3,01,02,02,51,5
Rigidez nos joelhos e tornozelos, pior na perna esquerda2,01,02,03,01,5
Dormência nos braços, punhos mãos e dedos.3,01,00,52,01,0
Dificuldade falar (disartria, rigidez músculos da face)3,01,01,51,01,0
Dificuldade para engolir com dor garganta esôfago3,01,01,00,51,5
Dificuldade para ficar em pé (impressão que vai cair)2,01,01,52,01,5
Dificuldade para compreender, custa a responder3,01,01,01,51,0
Cabeça aérea, não consegue se concentrar no que faz2,00,00,00,00,0
Dificuldade para andar2,02,02,02,01,5
Alucinações1,00,00,00,00,0
Sonolência se ficar parado2,02,02,01,01,0
Incontinência urinária e fecal3,00,05,00,52,0
Média dos sintomas de Parkinson2,51,01,61,51,2
Tendência a ter amigdalites0,01,01,00,51,0
Intestino preso, com gases3,02,02,53,02,0
Dor na coluna cervical3,02,02,03,01,5
Dor na coluna lombar (surgiu junto ao Parkinson)3,00,00,50,51,0
Dor de cabeça0,00,00,50,50,0
Desanimo , falta de disposição física ou mental3,00,01,01,00,5
Média dos sintomas de outros órgãos2,00,81,31,41,0
Dificuldade de demonstrar o que sente, medo de magoar3,01,01,01,01,0
Sensível à injustiça e outras coisas erradas2,01,01,00,50,5
Hipersensível a ser tratado com rudeza ou a ser magoado3,02,02,01,01,0
Remoí muito se é magoado3,02,02,01,51,0
Sofre muito porperdas afetivas e perdas amorosas.2,01,01,01,01,0
Às vezes explode mas só com pessoas que conhece.3,01,01,01,01,0
Fica remoendo muito quando erra2,02,02,02,01,5
Média dos sintomas emocionais2,61,41,41,11,0
  1.  Tabela da Evolução dos 3 tipos de  sintomas
 Datas:  20132014
15/914/1215/21/34/8
Média dos sintomas de Parkinson2,51,01,61,51,2
Média dos sintomas de outros órgãos2,00,81,31,41,0
Média dos sintomas emocionais2,61,41,41,11,0

Resultados

  1. Gráfico da Evolução da média dos sintomas

A tabela II e o  gráfico 1  acima mostra que após  11  meses de tratamento, a paciente havia melhorado a media dos scores McGill dos sintomas de Parkinson em relação à primeira consulta, de 2,5 para 1,2, os sintomas de outros órgãos de 2,0 para 1,0 e os sintomas emocionais, de 2,6 para 1,0. Este último resultado mostra que provavelmente devido ao uso do medicamento constitucional não houve supressão morbida dos sintomas com o tratamento localizado do OT de Encéfalo.

Discussão

O tratamento foi avaliado após 11 meses e sabe-se que o tempo médio de tratamento no estudo prospectivo (mencionado em conclusões), foi de 7 a 13 meses.  Em 14 12 2014, apenas após 3 meses de uso da Nux Vomica LM5 + a 1ª dose do OT de Cerebro + Mielina CH18 ( 4 doses únicas mensais) o paciente havia melhorado mais de 50% da intensidade e frequencia dos sintomas de Parknson,  vista na tabela e gráfico apresentados. A partir de 15 02 2014, após a introdução prematura das 1as doses de OT de Intestino delgado + intestino grosso na CH18 +  OT de Tecido ósseo + vértebras + tendões + ligamentos + cartilagem + tec. Sinovial e cápsula + Disco intervertebral CH15-para queixas de outros órgãos, antes de melhora mais acentuada dos sintomas de Parkinson, houve uma piora geral que só foi se resolver com a suspensão do OT de Intestino delgado + intestino grosso na CH18, cuja potência estava acima da ideal, o que não aconteceu com o  OT de Tecido ósseo + vértebras + tendões + ligamentos + cartilagem + tec. Sinovial e cápsula + Disco intervertebral CH15 que foi mantido em doses mensais. Sua manutenção na CH15, continuou adicionando melhoras tanto às dores, quanto permitindo a ação do  OT de Cerebro + Mielina CH18 aos sintomas de Parkinson. O paciente mesmo em franco processo de reinicio da melhora, abandonou o tratamento após 11 meses. Sua última prescrição, descrita logo abaixo, de tentativa de melhoria adicional da Doença de Parkinson pode explicar o abandono, se o aumento de potência na CH tiver novamente sido superior à necessária e tiver piorado suas dores ou mesmo seus sintomas de Parkinson :

05 10 2014= 132 dias após inicio da Nux Vomica LM5 no T2 + 30 dias após início da Nux Vomica LM5 no T3 +  60 dias após 1a dose do OT de Cerebro + Mielina CH28 (após 9 x25 + 4×18) + 60 dias após 5ª dose do OT de Tecido ósseo + vértebras + tendões + ligamentos + cartilagem + tec. Sinovial e cápsula + Disco intervertebral CH15) + suspensão provisória do 2ª dose (1a dose em 20 05 2014 ) de OT de Intestino delgado + intestino grosso na CH15 (1×18) 05 08 2014= Paciente tem fibrose pulmonar e já teve TBC. Vai trazer os exames no próximo retorno.Precisa de TuberculinuM

O paciente não voltou mais ao retorno após esta prescrição provavelmente pela piora dos sintomas devido ao aumento excessivo da potência da 1a dose do OT de Cérebro + Mielina CH28 (após 9 x25 + 4×18+  aumento da CH18 para a CH28. As sentenças matemáticas que exibiram a melhora com a 1a dose do OT de Cérebro + Mielina CH25 já haviam mostrado o seu efeito benéfico:

Da 1a consulta em 15 09 2013=2,5/2,0/2,6= 5 doses de Nux Vomica LM4  e 5 doses da  Nux Vomica  LM5 até 10 04 2014=0,8/1,3/1,2= 28 dias após a última dose da Nux Vomica LM5 3a serie no T4 (vidro acabou e não comprou outro) + 2 meses e 24 dias após a 1a dose do OT de Cerebro + Mielina CH25 (após 4 doses na CH18)   o paciente havia melhorado seus sintomas de Parkinson em 73,7%. Até aqui vê-se que ainda não haviam ocorrido nem PP(Pioras primárias),  nem PS (Pioras secundárias).

Realmente, suas dores na coluna já estavam no 1, seus sintomas de Parkinson no 1,2 e teria sido justificado apenas o aumento de potência para melhora da dor na coluna lombar, que estava no 1,5, por época da última prescrição. O retorno dos sintomas indicando o esgotamento da última potência da 1a dose do OT de Cérebro + Mielina CH25 (após 4 doses na CH18)  em 10 04 2014 (7 meses de tratamento), poderiam ter antecipado a melhora a alta do paciente com a repetição das doses neste momento. Vimos com a experiência, que quando os sintomas chegam no 1, há que observar a última potência durante 2 meses antes de decidir se haveria necessidade de aumentá-la. Mesmo assim, com os sintomas de Parkinson na média=1,2, só se justificaria talvez no máximo um aumento da CH18 para CH19 ou 20 e não para a CH28. 

Este paciente melhorou os seus sintomas de Parkinson em 52% durante 11 meses de tratamento e teria melhorado mais com o aumento correto das potências LM para o OT de Cérebro, como ocorreu com 28 pacientes que continuaram o tratamento até o fim (500 dias). O resultado da avaliação do estudo prospectivo de 41 pacientes de Parkinson, no momento em peer rewiew no Journal of Alternative and Complemmentary Medicine1 foi de uma melhora de 91%CI [60%; 98%] na média dos sintomas da Doença de Parkinson Idiopática e de 85% CI [53%; 96%]  na media dos sintomas emocionais, no período de avaliação entre 40 e 500 dias de tratamento.

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