Doença de Parkinson tratada com medicamento constitucional e organoterapico de cérebro: relato de 41 casos.

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Doença de Parkinson tratada com medicamento constitucional e organoterapico de cérebro: relato de 41 casos.

Short title/gorunning head: Parkinson’s disease and constitutional medicine with brain organotherapics

Isabel de Oliveira Horta, Pedro Schettini Cunha, Priscilla Lilibete, Camila Carvalho

 

Lead author:

Isabel de Oliveira Horta, MD

Graduated from the Faculty of Medicine of the Federal University of Minas Gerais, Brazil. Homeopathic Doctor of the Clinical Hospital of the Federal University of Minas Gerais, Brazil .

Coordinator of the Center for Research Projects and Municipal Hall BH; Researcher at the NGO Ethica Institute of Projects and Research.

Email: isabeloh@gmail.com.

 

Coauthors:

Pedro Schettini Cunha. Graduate in Business Management at Federal University of Minas Gerais-UFMG (2005).Masters Degree in Demography at UFMG (2013); PhD candidate in Demography at UFMG (current). Email:pschettini@gmail.com

 

Priscilla Lilibete. Mani’s student in Health Services Management at the Federal University of MinasGerais, Brazil. (UFMG) Email: priscilalilibete@gmail.com

 

Camila Carvalho dos Santos. Student of the Faculty of Environment of Social Sciences of at the Federal University of Minas Gerais (UFMG). Scholarship on the Prospective Study of Parkinson’s research by Ethica Research Institute.

Email: camilacarvalho@fafich.grad.ufmg.br

 

Corresponding author:

Isabel de Oliveira Horta, MD

Address: Rua dos Otoni 296, Room 402, Santa Efigenia, Minas Gerais, Brazil, CEP-30 130120

Website: www.clinicaveredas.com; Email: isabeloh@gmail.com

Telephone: (private clinic) +55 31 2551-6665; (cell phone) +55 31 99110-3146

 

Introdução:

A doença de Parkinson Idiopática (DPI) é uma doença neurodegenerativa crônica. Sua média de incidência em todo o mundo em pessoas com idade superior a 65 anos é de 1% – 2% e prevalência no Brasil é 3%)1-2. Em homeopatia, o medicamento constitucional (MC) produz sintomas mentais, emocionais e físicos, quando testado em pessoas saudáveis. Quando esmagado, diluído e energizado, pode reverter sintomas mentais, emocionais e físicos em pessoas doentes.

Organoterápicos (OT) são medicamentos homeopáticos, feitos a partir de órgãos saudáveis de ovelhas ou porcos. Eles permitem a reconstituição das funções destes órgãos, moderada ou gravemente lesados, usando tecnologia farmacêutica semelhante ao MC3.

Homeopatia é uma forma de terapia alternativa, iniciada pelo médico e químico Samuel Hahnemann (1755-1843)4. Suas descobertas foram publicadas em 1796. Apesar da obtenção de resultados satisfatórios em ensaios clínicos controlados5, o uso da homeopatia na prática médica tem sido limitado. O uso de organoterápicos (OT) foi iniciado em meados do século XIX pelo americano homeopata Constantino Hering MD, discípulo de Hahnemmann. Ele publicou suas experiências em um livro intitulado “Sintomas Orientadores da Materia Medica”6

O uso de organoterápicos é muito difundido na França e um dos seus maiores promotores é Max Tetau que defendia o uso de organoterápicos, derivados do intestino7 e pulmões8. Voisin, em seu livro, Materia Medica para Médicos Homeopatas, descreve vários organoterápicos indicados para o tratamento de vários orgãos9. No Brasil, Roberto Costa foi o maior divulgador de organoterapia10. Também existem estudos sobre o uso de isoterápicos11, mostrando o efeito de arsênico homeopático no envenenamento por arsênico, controle de hipertrofia de adenóide12 . Um estudo sobre o uso de constituintes ósseos para tratamento da artrite também tem sido relatado13. No entanto, nenhum trabalho foi publicado sobre o uso OT de Cérebro Sadio em doenças neurológicas.

Recentemente, em uma série de 129 casos com dor crônica14 , resultantes de várias doenças (incluindo doenças auto-imunes identificadas), melhorou 74% e 38% a intensidade e freqüência da dor crônica, após MC + OTCS e MC e placebo, respectivamente. OTCS + MC também mostrou uma melhoria nas doenças subjacentes às dores crônicas em testes laboratoriais.

Alguns medicamentos alopáticos, tais como a dopamina15, hoje em dia utilizados no tratamento alopático da DPI e da Doença de Parkinson Atípica (DPA), temporariamente, diminuir a duração dos tremores, mas também pode agravar distúrbios do movimento podem ser induzidos por dopamina16 . Os efeitos potenciais do tratamento a longo prazo da doença de Parkinson com levodopa permanecem incertos17. Para o tratamento de distúrbios do movimento, pramipexole18, rotigotine19, cabergolina20 e rivastigmine21. Para controle moderado de problemas cognitivos, memantine22 têm sido estudados. Estimulação profunda elétrica núcleo subtalâmica também tem sido usada, apesar do risco de hemorragia23 interno de cérebro.

Este relatório, uma série de 41 casos de doença de Parkinson, mostra os resultados do primeiro experimento usando OTs para doença degenerativa do cérebro.

Objetivos

O objetivo principal deste estudo que usou a escala numérica de questionário McGill/Santos24 foi avaliar a eficácia e segurança da terapia de combinação OTCS + MC no tratamento dos sintomas mais clinicamente relevantes seis de idiopática da doença de Parkinson (tremores, rigidez e permanente dificuldade ou caminhar, dificuldade para falar, dificuldade de engolir, compreensão da dificuldade e dores musculares conjunta). O objetivo secundário foi observar e discutir a prevenção de metástase mórbida em outros órgãos (precedido pelo agravamento de sintomas emocionais) pela protegê-los usando OTCS + MC terapia de combinação.

 

Materiais e métodos

 

Este ensaio clínico de relato de casos foi conduzido no Instituto Ethica, localizado na região metropolitana de Belo Horizonte, Brasil. Em 2011, três pacientes com DPI-dois no quinto estágio (PD Hoehn e Yahr, fases V, 2010)25-foram submetidos a tratamento com a terapia de combinação OTCS + MC e retornaram ao normal depois de 10 a 13 meses de tratamento. Com este bom resultado e sem apresentar efeitos colaterais, foi decidido o início da fase seguinte da pesquisa em 2014. Cinquenta e oito (58) voluntários com provável DPI, com diagnósticos clínicos ,tomografia computadorizada (CT) e ressonância magnética (RM) solicitada pelos neurologistas de referencia, foram recrutados no presente estudo, e eles receberam o OTCS + MC terapia de combinação. Dois pacientes foram excluídos do por não preencherem os critérios de inclusão, pdevido a razões familiares e negligência, e 2 retiaram-se devido ao analfabetismo funcional ou dificuldades com os registros pela família e 13 abandonaram devido ao trabalho for a de casa dos familiares, dificuldade para registros de dados por analfabetismo funcional e piora por excesso de potencia medicamentosa aos 150 dias de tratamento. Vinte e quatro pacientes tinham controlado os sintomas da doença e tiveram alta no prazo entre 40 e 500 dias (Fig. 1 nos resultados). No final deste estudo, foram avaliados 41 pacientes; a maioria deles estava no estádio IV (PD fases i-V, Hoehn e Yahr, 2010)25 e apresentado (em média) entre 2 e 3 na escala numérica dos sintomas (1-3) do questionario McGill (1975) / Santos (2006)24.

O tempo médio de tratamento alopático dos 58 pacientes (Fig. 1) antes do início do estudo foi de 18 anos, com um desvio padrão de 16,4 (18 ± 16,4). Os medicamentos homeopáticos foram autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária-ANVISA (Decreto n º 79094, publicado no diário oficial em 01/05/77). O projeto foi aprovado pelo Comitê de ética da Santa Casa de misericórdia indicado pelo Brasil em 11/03/2016. Plataforma, sob o número 1.447.482. Na primeira visita, o médico mediu os sintomas presentes em cada paciente usando um controle de ficha evolutiva individual. Como alguns sintomas não foram detectados em todos os pacientes, escolhemos seis sintomas dos mais severos, característicos do DPI, e a avaliação foi feita pela ficha evolutiva: tremores ou repuxões, dificuldade de fala e deglutição, discinesia devido à rigidez e lentidão de movimentos, e dores no corpo.

Os sintomas da doença de Parkinson foram identificados e investigados de uma lista de 66 da Unified Parkinson Disease Rate Scale(UPDRS)26. Na primeira consulta, pacientes (ou sua família) foram capacitados a completar o registro diário em casa, com respostas de acordo com os índices de 0-3 do questionário McGill/Santos. Os medicamentos foram prescritos nas potencias LM (fiftyamilesimal) na dose de duas gotas pela manhã, espaçadas de 2 ou 3 dias de intervalo. Os pacientes poderiam comprar organoterápicos (OT) em apenas uma farmácia na cidade de Belo Horizonte. Estas potências foram aumentadas individual e sucessivamente até que fossem obtidos indices de Mc Gill/Santos menores do que 1 da ficha evolutiva. O protocolo para o aumento de potências LM (fiftymilesimal) baseou-se na orientação do Organon de Hahnemman, 6thEdition (46).

Para este estudo, foi decidido aumentar sucessivamente LM (fiftymilesimal) a cada 15 dias, de acordo com o melhor resultado individual. O MC foi individualizado de acordo com as características constitucionais do paciente. Durante este estudo, todos os pacientes continuaram o uso de medicamentos que foram prescritos por seus neurologistas.

As fórmulas do organoterápicos do cérebro eram derivadas de cérebro de porco ou ovelha e preparadas de acordo com a metodologia especial dos medicamentos homeopáticos3. A fórmula organoterapica, contendo matrizes correspondentes à região anatômica afectada na doença de Parkinson, bem como alterações na tomografia computadorizada e na ressonância magnética (RM), foi preparada como segue:

Data da tomada da LM (fiftyilesimal) = MC + OT de substancia cinzenta + substancia branca + Lobo temporal, Lobo frontal + (Diencéfalo contendo o hipocampo, tálamo, gânglios basais e ventrículos) + artérias (envolvidas na doença obstrutiva crônica isquêmica) cerebral.

O custo do tratamento para os 24 pacientes que tiveram alta ou continuaram a usar as drogas até 500 dias foi de US$ 210 (21 dólares por mês em dezembro de 2015).

A composição da fórmula = a matriz da substantia nigra, local das principais alterações fisiopatológicas do DPI (coletada da região diencéfalo do corde iro, foi coletada no local onde se localizam os gânglios basais); Estas estruturas se superpõem a locais afetados pela doença de Parkinson (diencéfalo e lobo temporal). Quase todos os pacientes que se submeteram a ressonância magnética ou tomografia do cérebro tinham doença obstrutiva crônica de lesões relacionadas a isquemia. As matrizes de organoterápicos correspondente aos locais relacionados com disfunções e lesões do cérebro de cada paciente são descritas na tabela 1.

Tabela 1. Indicações dos preparados organoterápicos (OT) utilizados no estudo

 

OT

Indicação

Encéfalo

Qualquer lesão generalizada cerebral

Diencéfalo(Lobo Temporal)

Afeccóes da fala, memória recente, Hipófise, Trato cortico talâmico, Talamo, Hipotálamo, Amigdala, Nucleos da base, Substancia Negra,Controle da sede, saciedade, Hormonios ,PA

Substancia Cinzenta

Neuronios sensitivos e motores de todo o encéfalo

Substancia Branca

Doenças desmielinizantes, oclusões isquêmicas vasculares, alterações vasculares

Ponte e Bulbo

Neuronios motores, equilíbrio, coordenação dos centros cardio respiratórios

Lobo frontal

Alterações de movimentos da face

Lobo Parietal

Recepções sensitivas e interpretação

Medula Espinal

Neuronios motores e sensitivos, plexos braquiais, lombares e sacrais

Artérias

Doença obstrutiva isquêmica e Pressão Arterial

 

Uma lista de sintomas do UPDRS26 foi seguida para identificar sintomas de DPI dos pacientes. A coleta de dados para a avaliação foi realizada através de uma ficha evolutiva, onde os seis sintomas mais graves da doença, os sintomas associados com outros órgãos e sintomas emocionais e mentais foram seguidos em uma base diária em casa pelos pacientes ou seus familiares. A estratégia de análise teve como objetivo verificar se os sintomas diminuíram ao longo do tempo com o tratamento.

As seguintes variáveis-resposta foram investigadas separadamente: tremores ou repuxões, dificuldade para falar, caminhar (bradicinesia devido à rigidez muscular), deglutição (disfagia) ou entendimento (problemas cognitivos e a dor). Sete tempos de avaliação foram colocados na ficha evolutiva para seguimento dos valores diários dos índices McGill (relacionadas com 40, 90, 150, 210, 330 e 500 dias depois da primeira consulta) para fins de análises estatísticas. Atenção especial foi dada à média dos índices dos sintomas físicos, media dos índices dos sintomas emocionais como variáveis de resposta. O método de mídia-linear modelo de log marginal software de equações de estimativas generalizadas (GEE) e R (Halekoh, 2006) foram usados para análises de dados e a identificação de correlação das variáveis28. As seguintes variáveis de controle foram inscritas para o modelo de estatística. : os pacientes, os abandonos e os que estavam em tratamento.

Além disso, a influência das seguintes variáveis também foi medida: sexo, idade, estado civil e financiador de tratamento.

Resultados

Figura 1-Fluxograma

Assessed for eligibility        N-58

 

 

Allocated to intervention=  (n=56)

Two patients didn’t meet the inclusion

Criteria

   
 

Exclusions     

N=2 (neglect of family during the study)

Drop outs               

N=13 (workload of the family outside the

home and difficulties with data record of

the family,  functional illiteracy, worsening at´150 days of treatment)

 

Evaluated patients=   N=41

 

   
               
     
   
             
           
             
                             
                     

Cinquenta e oito (58) pacientes foram recrutados como possíveis voluntários para o tratamento e avaliados para elegibilidade com diagnóstico provável de DPI, diagnosticados por seus neurologistas de referência; Dois pacientes não satisfizeram os critérios de inclusão; Dois (2) pacientes foram excluídos durante o estudo devido a negligência por suas famílias, e treze (13) pacientes descontinuaram o estudo devido à dificuldade para registrar dados por analfabetismo funcional ou ainda por piora dos sintomas em 150 dias de tratamento (excesso de potencia das doses). Os restantes 41 pacientes foram, portanto, avaliados; 24 deles tiveram alta devido ao fato de total controle da doença.

Para identificar a representatividade da amostra, uma estimativa indireta da incidência da doença de Parkinson na região metropolitana de Belo Horizonte (MRBH) foi feita uma base de dados utilizando as taxas de incidência e idade e sexo para os EUA, compilado por Van Den Eeden et al29, uma vez que existem estimativas de incidência direta para idade e sexo no Brasil. O número de pacientes com doença de Parkinson em MRBH foi estimado em 551 (230 mulheres e 321 homens), com o maior número de casos entre 60 e 79 anos. Em nossa amostra, houve uma maior prevalência da doença entre os homens com idades entre 70-79 anos e mulheres acima de 80 anos. A porcentagem de homens e mulheres da amostra em relação a população de MRBH foi 5,3% e 11,3%, respectivamente.

Houve predomínio de pacientes que tinham completado o ensino fundamental (20%) e ensino superior (20%), seguido por aqueles com uma educação de nível médio (17%). A maioria eram casadas (37%), seguido por um único (12%) e viúvo (10%). Em relação a fonte de financiamento para o tratamento, o mais freqüente foi o pagamento particular (41%), seguido pela instituição de seguranseguridade social (39%) e seguro de saúde privado(17%).

Figura 2 – Estágio da doença por intervalos de idade e tempo de doença antes do início do tratamento homeopático

O mais freqüente em todas as faixas de idade dos pacientes foi a fase IV, que aumentou a incidência de 50-59 anos progressivamente até 70-79 anos, diminuindo depois. O maior número de pacientes na amostra tinha menos de 5 anos de doença, sendo a prevalência de d. Parkinson, nesta fase inicial, o estágio IV da doença, que permaneceu predominante em todos os períodos de tempo.

A Figura 2 mostra as fases da doença nos pacientes da amostra de acordo com a idade. eEstágio IV foi o mais comum em todas as faixas etárias, seguidas de estágio III, após o aumento da frequência da doença na faixa etária de 70-79 anos, em ambos os sexos. Hoehn e Yahr25 encontraram uma maior distribuição na fase II e IV de Parkinson, e eles não correlacionaram os estágios com a idade em que eles foram mais frequentes, como em nosso exemplo (Figura 3), mas com o tempo em anos da doença. Especificamente, os estágio II e IV da distribuição Hoehn e Yahr foram mais freqüentemente encontradas em pacientes com 0-14 anos de duração da doença. Em nosso exemplo, a prevalência mais específica (Figura 2) destes dois estágios ocorreu no intervalo de 0-5 primeiros anos da doença. Na verdade, o desenvolvimento da doença de Parkinson parece ser rápida nos primeiros anos em comparação com que nos últimos anos. No final de 500 dias, 24 pacientes mostraram uma taxa média de melhora em seus sintomas DPI de 91%[(CI)(60%-98%)]; Além disso, a taxa média de melhora nos sintomas emocional/mental foi 85% (CI:53 %-96_%), até 500 dias (Figura 3). Através desse controle variável categórico, verificou-se que a condição de abandono foi muito significativa (p-valor associado de 0.02), porque esses pacientes começaram tratamento com indicadores emocionais mais elevados do que os outros que permaneceram até o fim dos 500 dias de tratamento. Assim, pacientes que abandonaram o tratamento, vieram à primeira consulta com índices de Mc Gill/Santos de sintomas emocionais, em média, 18%(95%CI(4%-19%)] e p = 0,02, pior do que aqueles que tinham tido alta e permaneceram até o final do tratamento. Apenas 24 pacientes apresentavam dados completos para a composição da variável resposta, para fins de modelagem.

Figura 3-Evolução da média do índice M cGill pelo tempo de uso de MC + OT

FIG 3 Houve melhora clínica e estatística substancial nos sintomas DPI e nos sintomas emocionais antes 40-500 dias de medicação com a terapia de combinação MC + OTCS

Comentários e discussão

Como esta investigação é observacional e sem controle, as conclusões são incompletas. Não é possível afirmar com certeza qual a percentagem dos resultados surgiu exclusivamente de OT, MC ou uma combinação dos medicamentos. Há fatos que podem estar relacionados, mas cuja relação causal não se demonstra pelo grau de evidencia apenas de um relato ainda que de 41 casos. No entanto, deve-se lembrar que estes resultados iniciais podem ter uma perspectiva melhor, se confirmado com trabalhos controlados, As terapêuticas vigentes da D. de Parkinson, são

ainda insatisfatórias. Um estudo randomizado controlado é, assim, necessário para determinar o grau de evidência que este estudo sugere.

Houve melhora clínica e estatística substancial nos sintomas DPI e nos sintomas emocionais antes 40-500 dias de medicação com a terapia de combinação MC + OTCS. A experiência da homeopatia constitucional na prática clínica sugere que se MC não tivesse sido associado ao OTCS talvez não tivéssemos tido a recuperação de função cerebral relevante nestes pacientes. Sobre os sintomas emocionais, o fato de que a melhoria aconteceu de uma forma sucessivamente adicional para cada momento de observação, concomitante com a melhora dos sintomas físicos, sugere que a associação MC + OTCS não causou metástases mórbidas (envolvimento de outros órgãos após tratamento localizado, na ausência de tratamento mental e emocional), como temido por Hahnemann. O MC pode funcionar como um protetor contra a supressão que pode ser causada pelo OT. Isto é sugerido pelo fato de que não havia nenhuma supressão dos sintomas emocionais e mentais, seguido pelo envolvimento de outros órgãos, em qualquer paciente, ao final de 500 dias de tratamento. Esperava-se que o aumento em LM (cinquenta milesimal)de 15/15 dias continuasse a mostrar uma melhora até que em algum momento, todos os sintomas desaparecessem. Mas, como mostrado na Figura 3, não foi isto o que aconteceu. Sintomas físicos estavam piores no meio do período de tratamento, entre 90 e 150 dias. O motivo pode ser devido ao aumento da potencia LM (cinquenta milesimal)do OTCS aos 90 dias de tratamento. As potencias ultrapassaram a melhor dose terapêutica de para vários dos pacientes. Em muitos casos, foi necessário voltar para a LM (cinquenta milesimal)anterior, o que veio a provocar melhoras a partir dos 210 dias( Figura 3). Esta observação parece ter sido um produto de conhecimento importante deste trabalho. Além disso, procurou-se o espaçamento da dose diária em alguns pacientes espaçando-se de 2 ou 3 para mais dias entre as doses, a fim de individualizar melhor o tratamento. Isto suporta a hipótese de que algumas desistencias podem ter ocorrido devido a esta piora por excesso de potencia LM aos 150 dias. Além disso, tais causas de abandono e as diferenças nos sintomas emocionais [taxas McGill /Santos significativamente maiores (p < 0,02) na primeira consulta em relação aos que tiveram alta ou ainda estavam em tratamento antes dos 500 dias] mostram a importância de se procurar a identificação precoce desses pacientes, a fim de reforçar a sua crença de que eles podem melhorar muito, antes que decidam abandonar o tratamento.

Após a alta, os pacientes ainda oscilouaram entre 0 e 1 no que diz respeito aos sintomas da escala numérica de Mc Gill/Santos para a DPI. Estes sintomas melhoraram em 2 pacientes, com a retirada gradual de levodopa ou dopamina, demonstrando que ali os sintomas existiam devido a esta droga16.

Conclusões

Este estudo representa a similaridade com as fases 1 e 2 do protocolo de pesquisa acadêmico. Havia evidências de cura de todos os sintomas de PDI e ausência de efeitos colaterais da associação MC/OT homeopático em potencias corretas, no tratamento prospectivo de vinte e quatro (24) casos que foram seguidos durante todo o período de 500 dias do tratamento.

Não houve observação de lesões metastáticas em outros órgãos, como se poderia esperar pelo fenômeno da supressão de sintomas emocionais e físicos. Há suficiente evidencia e segurança para o progresso para as terceira e quarta fases do protocolo de pesquisa acadêmica.

 

Agradecimentos:

 

Para meu filho Marcelo de Oliveira Silva Guimarães, doutor em física, que discutiu comigo aspectos importantes que facilitaram a compreensão dos resultados.